Há duas maneiras de lidarmos com as pessoas desagradáveis: sendo desagradáveis com elas ou concentrar-mo-nos no nosso crescimento. É de supra importância o seu papel na vida de quem já descobriu que pode crescer. Quem está nessa situação consegue ter o discernimento suficiente para ver que tem ali à sua frente uma oportunidade para pôr em prática aquilo que em teoria já sabe que tem de fazer: escolher a luz no ceio do conflito. Bem, fazer é estrondosamente mais difícil. Valerá a pena o esforço? Mas se não optarmos por essa via quais as consequências para a outra que nos resta, a de sermos desagradáveis?
(claro que ainda há mais vias... por exemplo, pode não se ser desagradável pura e simplesmente ignorando a situação, mas isso é demitir-se de vivenciar o que há para vivenciar. Quem faz isso ainda não descobriu que pode crescer... e não cresce, obviamente!)
Ser desagradável, como resposta, não trás nada de diferente do que já se conhece. A pessoa que o é, é-o porque se sente mal por terem sido desagradáveis com ela, mas sendo desagradável não se passa a sentir melhor (ainda que diga que sim, justificando que só o fez porque também lhe fizeram o mesmo).
O melhor é concentrar-mo-nos em fazer a nossa luz brilhar, talvez ela chegue a ser intensa o suficiente para iluminar quem está tão densa que ofusca a própria luz. Aí sim, estamos a fazer algo de diferente do habitual!
Para quem ainda não sabe que pode crescer, as pessoas desagradáveis são só pessoas a evitar. Para as outras, as pessoas desagradáveis são seres que carecem de respeito próprio (e, em consequência, pelo próximo) por não terem luz suficiente para optarem por fazer brilhar a própria luz.
--- Mendonça ---
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